A Ordem dos Plugins Faz Diferença na Mixagem ?

Descubra Como Organizar!

Eduardo
11/08/2025

Sumário

Você já se perguntou se a ordem em que aplica seus plugins influencia o resultado final da mixagem? Equalizar antes ou depois da compressão? Gate e reverb vão no início ou no final? Muitas pessoas negligenciam isso e acabam com uma mix embolada, sem punch e definição.

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Neste artigo, vamos desvendar a importância da ordem dos plugins e mostrar como isso pode transformar completamente a sua mix.

Está pronto para começar? Então vamos lá, vamos aprender a deixar sua mixagem mais interessante

Por que a ordem dos plugins importa?

Sim, a ordem dos plugins importa muito. Imagine os plugins como uma cadeia de processamento onde o que você aplica primeiro afeta diretamente os próximos plugins. Por exemplo:

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  • Se você comprimir antes de equalizar, a resposta do compressor será diferente.

  • Equalizar antes de saturar também altera drasticamente o resultado da distorção.

Portanto, não basta escolher o plugin correto, mas também decidir corretamente o momento de utilizá-lo

Demonstração prática

Considere uma situação prática: equalizando e comprimindo uma bateria.

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Quando equalizamos antes de comprimir, potencializamos certas frequências que, ao passar pelo compressor, são atenuadas ou ressaltadas dependendo do threshold definido.

Por outro lado, ao comprimir primeiro e equalizar depois, garantimos que a equalização não será afetada pela compressão.

Cadeia recomendada de plugins para mixagem

Aqui está uma sequência ideal para você seguir como ponto de partida:

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1 – Gate: Deve ser o primeiro plugin, especialmente para remover ruídos antes que sejam amplificados pelos plugins seguintes.

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2 – Simulador de canal (Channel/Summing): Simula o sinal passando por uma mesa analógica. Pode ser usado tanto no início quanto no final, sem grandes diferenças práticas.

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3 – Equalização corretiva (cirúrgica): Remove frequências indesejadas antes que elas sobrecarreguem o compressor.

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4 – Compressão: Controla a dinâmica após a equalização corretiva, garantindo que o compressor atue apenas nas frequências desejadas.

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5 – Equalização artística (criativa): Melhora o timbre após a compressão, sem que seja alterada pelo compressor.

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6 – Coloração (saturação, fita, válvula): Adiciona caráter e definição ao som, proporcionando aquele toque final.

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7 – Efeitos de ambiência (reverb, delay, chorus): Devem sempre vir no final, aplicando-se sobre o sinal já tratado e refinado pelos plugins anteriores.

Exemplos práticos rápidos
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  • Ao mixar um bumbo, remova médios desnecessários com equalização corretiva antes da compressão para que o compressor trabalhe principalmente nos graves desejados.

  • Se precisar reforçar graves específicos em instrumentos, comprima antes e adicione graves com equalização criativa posteriormente.

Considerações finais
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Considerações finais

A ordem dos plugins não é uma regra fixa, mas sim um guia fundamental para criar mixagens claras, definidas e impactantes. Seguir esta lógica irá garantir melhores resultados em suas produções musicais.

Neste resumo, busquei condensar algumas dicas sobre mixagem. Se você deseja aprofundar seus conhecimentos no mundo da produção musical, abrangendo gravação, edição, mixagem e masterização, recomendo conhecer o Audio Expert. Trata-se do treinamento mais abrangente de produção musical disponível, no qual explico todas essas etapas em mais de 360 vídeos detalhados, passo a passo.

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Eduardo Rabuske

Produtor Musical, engenheiro de som e guitarrista: Formou-se em Produção Fonográfica na Unisinos e continuou seus estudos em cursos no Rio Janeiro (Brasil) e em Hamburgo (Alemanha). Já realizou trabalhos com artistas de todo o Brasil que vão do gospel à vaneira e rock, como Tchê Barbaridade, Tchê Garotos, Renato Borghetti, Alexandre Móica (Acústicos e Valvulados), Bidê ou Balde, Tequila Baby, Frank Solari, Kiko Freitas, Felipe Duran e outros.

Treinamentos: Desenvolveu o Audio Expert, um dos melhores treinamentos para produtores musicais e engenheiros de áudio da atualidade.

Projetos Acústicos: Realiza projetos arquitetônicos com tratamento e isolamento acústico para estúdios, residências e auditórios. 

RKE Studio: Proprietário do RKE Studio, um dos maiores estúdios do sul do Brasil.

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