30 Erros de Mixagem que Estão "Matando" Suas Produções

O Guia Definitivo 2026

Eduardo
24/01/2026

Sumário

Você está aí caçando o “plugin mágico” que vai salvar sua mixagem, não é?

Gastando uma grana que não tem, ou baixando gigabytes de tranqueira, e sua mix continua soando amadora, embolada e sem vida.

A verdade dói, mas precisa ser dita: você não precisa de mais plugins. Você precisa parar de fazer besteira.

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Se a sua mixagem soa como “demo de garagem” enquanto a referência do Spotify soa como um milhão de dólares, o problema não é o equipamento. É o processo.

Neste artigo, vou listar os 30 erros fatais que impedem produtores de atingirem o nível profissional. Se você corrigir apenas metade deles, seu som vai evoluir 10 anos em 10 minutos.

📋 O Que Você Vai Aprender:

  • Fundação: Por que plugins não salvam gravações ruins.
  • Workflow: Como a preguiça de nomear tracks destrói sua criatividade.
  • Técnica: O segredo do “Limiter no início” que puristas odeiam.
  • Mindset: Por que mixar de manhã pode dobrar sua qualidade.
 
 

A Lista da Verdade: 35 Erros que Você Precisa Eliminar Agora

1. Ignorar a Fundação (Garbage In, Garbage Out)

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Não adianta colocar o melhor compressor do mundo em um timbre ruim. Se a escolha dos samples, o arranjo ou a gravação forem ruins, você só terá uma “bosta polida”. A mixagem começa na produção.

2. Não Conferir a Mix em Mono

Seu som vai tocar em mercados, shoppings e celulares (muitos somam L+R). Se sua mix some ou embola em mono, ela está errada. O mono é o detector de mentiras da mixagem: ele revela problemas de fase e volume que o estéreo esconde.

 

 

3. Pensar em Plugin Antes de Fader

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Erro clássico. Antes de abrir qualquer EQ, faça o balanço de volume e Pan. Se a música não soar decente apenas com faders, nenhum plugin vai resolver.

4. Não Limpar os Graves (High Pass Filter)

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Guitarra, violão e voz não precisam de frequências abaixo de 100Hz. Isso é apenas ruído que briga com o Bumbo e o Baixo. Limpe tudo o que não é grave “real” para dar espaço ao que importa.

5. Achar que Bumbo e Baixo SÓ podem ser Mono

Mito. Você pode ter graves sólidos no centro e usar efeitos (chorus, distorção estéreo) nas frequências médias/altas do baixo para dar largura e presença.

6. Limitar o Sidechain à Música Eletrônica

Sidechain não é só para fazer o som “bombar”. Use para limpar frequências: quando o bumbo bate, comprima apenas os graves da caixa. Quando a voz entra, comprima levemente as guitarras. É sobre criar espaço, não apenas efeito.

7. Preguiça de Nomear as Tracks

Receber “Audio 01”, “Audio 02” é o pesadelo de qualquer mixador. Organize sua casa. Nomeie tudo antes de começar. Organização é velocidade, e velocidade mantém a criatividade viva.

8. Subestimar a Compressão Paralela

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Não é só para bateria de Rock. Use em vozes, violões e até na mix toda para dar “cola” e densidade sem matar os transientes.

9. Mixar Sem Referência

O cliente diz “seja criativo”, mas depois reclama que não soa como o top 1 do Spotify. Sempre use uma referência de tonalidade e volume para manter seus ouvidos calibrados com o mercado.

10. Não Fazer Pausas (Fadiga Auditiva)

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O ouvido se acostuma com o erro muito rápido. Trabalhe 50 minutos, descanse 10. Dica de ouro: ouça Pink Noise por 1 minuto no intervalo para “resetar” seu cérebro auditivo.

11. Reverb Infinito

O tempo do Reverb (Decay) deve “dançar” com o BPM da música. E mais importante: Equalize seu Reverb. Reverb é um elemento da mix, ele precisa de seu próprio espaço de frequência.

12. Abrir o Estéreo Cedo Demais

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Comece mixando em mono. Se você abre o Pan logo no início, você mascara conflitos de frequência que vão voltar para te assombrar depois.

 

 

13. Medo de Mid/Side EQ

Se a voz (centro) está brigando com o violão (estéreo), use EQ Mid/Side para atenuar o violão apenas no meio, mantendo o brilho nas laterais.

 

 

14. Excesso de Médias-Altas (1k - 3kHz)

Dar boost nessa região faz o som parecer mais “alto” e “na cara”, mas em excesso torna a música ardida e cansativa. Cuidado com a falsa sensação de qualidade.

15. Ignorar o Yin-Yang da Equalização

Quer mais agudo? Talvez você só precise tirar graves. Equalização subtrativa muitas vezes soa mais natural do que aditiva.

16. Abusar do De-Esser (Vício de Fone)

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Quem mixa de fone tende a achar os “S” muito agressivos e mata a voz com De-Esser. O resultado nas caixas é um vocalista fanho. Cuidado.

17. Achar que "Bus Compressor" Resolve a Cola

A “cola” da mix vem de várias etapas: saturação, reverb, compressão em estágios. Colocar um compressor no Master Bus é apenas a cereja do bolo, não o bolo inteiro.

18. Desconhecer a Compressão Ascendente (Upward)

Em vez de esmagar os picos (para baixo), por que não levantar os detalhes mais baixos? Use Expanders para trazer vida e “air” para tracks mortas.

19. Medo de Girar Botão (Viés Visual)

Você olha para o equalizador gráfico, vê um boost de 6dB e pensa “nossa, exagerei”. Se soa bem, está bem. No analógico não tinha tela e ninguém reclamava. Feche os olhos e use os ouvidos.

 

 

20. Não Usar Automação

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Música é movimento, não uma foto estática. O refrão precisa “explodir” (subir 1dB). O delay precisa aparecer só no final da frase. Automação é o que diferencia amadores de profissionais.

21. Medo de Templates

“Template engessa a criatividade”. Mentira. Template evita que você perca 1 hora configurando roteamento em vez de mixar. Comece com o setup pronto e foque na arte. Conheça as Templates Audio Expert

22. Medo de "Printar" (Commit)

Tem 8 canais de backing vocal? Mixe e renderize em um estéreo. Ter 50 tracks abertas só serve para distrair e travar seu PC. Simplifique visualmente seu projeto.

23. Não Começar Pelo Master Bus

Polêmica: Comece a mix já com seu Limiter e compressores do Master ativados. Assim você mixa “dentro” da finalização, evitando surpresas desagradáveis no final.

24. Consertar a Mix no Master Fader

Se falta agudo, volte nas tracks individuais. Não tente colocar +10dB de agudo no Master Bus. O Master é para polimento fino (1-2dB), não para cirurgia.

25. Síndrome do Colecionador de Plugins

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Você não precisa de 4 tipos de emulação SSL. Escolha um kit de ferramentas confiável e domine-o. Bruce Lee dizia: “Não temo o homem que praticou 10.000 chutes, temo o homem que praticou um chute 10.000 vezes”.

26. Não Testar em Outros Ambientes

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O carro é o teste final. O fone de ouvido do celular é onde seu público está. Se só soa bem no seu estúdio tratado, sua mix falhou.

27. Enviar para o Cliente no Mesmo Dia

Erro fatal. Seu ouvido está viciado. Durma. Ouça no dia seguinte com ouvidos frescos. Você vai encontrar erros óbvios que deixou passar.

28. Mixar Cansado (Noite vs. Manhã)

Se possível, mixe de manhã. Seu ouvido é um músculo que fadiga. Mixar depois de um dia estressante de trabalho é garantia de retrabalho.

 

 

29. Apego às Tracks Originais

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Se aquele teclado está brigando com a guitarra e não adiciona emoção, mute. O produtor pode reclamar, mas seu trabalho é apresentar a melhor versão da música. Menos é mais.

30. Mixagem 2D (Falta de Profundidade)

Sua mix tem Altura (Frequências) e Largura (Pan), mas tem Profundidade? Para que a voz pareça estar “na sua cara”, algo precisa estar “lá no fundo”. Use Reverbs curtos, Delays e filtros (cortando agudos) para empurrar elementos secundários para trás. Sem isso, sua mix é um papel de parede chapado, sem dimensão 3D.

31. Ignorar o Gain Staging (Vermelho não é "Calor")

Você deixa o canal bater no vermelho digital achando que está saturando igual analógico? Errado. No mundo digital, 0dBFS é um teto de concreto. Mantenha seus níveis saudáveis (média de -18dBFS) para que seus plugins funcionem na região ideal (“sweet spot”) sem distorção digital desagradável.

32. A Maldição do Botão "Solo"

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Ninguém vai ouvir sua caixa isolada no Spotify. Pare de gastar 20 minutos equalizando o HH em solo. Mixe em contexto. O que importa não é se o instrumento soa lindo sozinho, mas se ele funciona junto com a banda. Muitas vezes, um som “feio” em solo é o que encaixa perfeitamente na mix.

33. Mixar Sempre no Volume Máximo

Seus ouvidos têm um “compressor natural“. Quando você mixa muito alto, a curva de FletcherMunson engana seu cérebro: tudo parece ter mais graves e agudos. Abaixe o volume. Se a mix tiver energia e clareza tocando baixinho, ela vai derrubar paredes quando tocada alto.

34. Negligenciar a Fase (O Assassino Silencioso)

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Você equalizou o bumbo, equalizou o baixo, mas quando tocam juntos o grave some? Isso é cancelamento de fase. Antes de mexer no EQ, tente inverter a polaridade (botão Ø) de um dos canais. Muitas vezes, um clique resolve mais que 10dB de boost.

35. Obsessão Tóxica por LUFS

Pare de tentar chegar em -6 LUFS a qualquer custo se a música pede dinâmica. O Spotify e a Apple Music vão normalizar seu som (geralmente para -14 LUFS) de qualquer jeito. Foque no impacto, na “crista” dos transientes e na emoção, não em ganhar uma guerra de volume que acabou em 2015.

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Conclusão

Identificar os erros é o primeiro passo. O segundo é ter um método comprovado.

 

Se você quer dominar não só a mixagem, mas acústica, gravação e masterização com meu acompanhamento individual, o Audio Expert é o seu lugar.

 

Não é apenas um curso, é um treinamento completo para quem quer viver de música.

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Eduardo Rabuske

Produtor Musical, engenheiro de som e guitarrista: Formou-se em Produção Fonográfica na Unisinos e continuou seus estudos em cursos no Rio Janeiro (Brasil) e em Hamburgo (Alemanha). Já realizou trabalhos com artistas de todo o Brasil que vão do gospel à vaneira e rock, como Tchê Barbaridade, Tchê Garotos, Renato Borghetti, Alexandre Móica (Acústicos e Valvulados), Bidê ou Balde, Tequila Baby, Frank Solari, Kiko Freitas, Felipe Duran e outros.

Treinamentos: Desenvolveu o Audio Expert, um dos melhores treinamentos para produtores musicais e engenheiros de áudio da atualidade.

Projetos Acústicos: Realiza projetos arquitetônicos com tratamento e isolamento acústico para estúdios, residências e auditórios. 

RKE Studio: Proprietário do RKE Studio, um dos maiores estúdios do sul do Brasil.

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