Os Segredos Para Graves Monstruosos

Isso Separa os Amadores dos Profissionais​

Eduardo
11/08/2025

Sumário

Eduardo aqui novamente trazendo uns insights ampliados sobre essa jornada chamada mixagem. Você já ouviu uma mixagem em que o grave parece socar no peito, tudo soando definido, sem embolar, e ficou se perguntando como isso é possível? A verdade é que os graves são o alicerce da música e, se você não souber tratá-los corretamente, sua mix pode acabar soando amadora.

Eduardo Rabuske, produção musical, engenheiro de gravação, mixagem e e masterização

Neste artigo, vou te mostrar os segredos para graves potentes e bem definidos na mixagem, desde a escolha dos sons até técnicas avançadas de equalização, compressão e uso de plugins. Se você quer um som profissional, continue lendo!

📌 Por Que Os Graves São Tão Importantes?

Os graves não apenas adicionam peso e profundidade à música, mas também influenciam diretamente no volume final da master. Se uma mix de punk ou hardcore, por exemplo, tiver muito grave, isso pode impactar a dinâmica da música e até reduzir o volume final da masterização. Caso queira saber como ter o máximo de volume na mixagem, leia o artigo Os Segredos da Mixagem Alta.

Além disso, nosso ouvido é naturalmente menos sensível às frequências graves, o que significa que precisamos dar mais dB nos graves do que nos agudos para que a mixagem fique equilibrada. Mas aumentar o grave sem critério pode deixar tudo embolado – e é aqui que entram as técnicas certas!

🔊 Como Conquistar Graves Poderosos na Mixagem?

Agora, vamos às técnicas que separam as mixagens profissionais das amadoras!

1. Escolha da Fonte Sonora Certa

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Se você quer um grave forte, a escolha dos instrumentos é fundamental. Por exemplo:

  • Um bumbo de 18″ ou 20″ pode até funcionar, mas um de 22″ vai facilitar muito mais a obtenção de um sub poderoso.
  • O batedor do pedal também influencia: modelos de plástico perdem um pouco de grave, enquanto os de feltro mantêm mais peso.
  • O microfone do bumbo faz toda a diferença! Evite usar apenas um Shure SM57 – prefira modelos como o AKG D12VR, Electro-Voice RE20, Shure Beta 91A ou um subkick.

 

E claro, a pegada do músico importa! Músicos experientes sabem controlar a dinâmica, enquanto iniciantes podem criar sons inconsistentes.

2. Equalização Inteligente
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A equalização é um dos passos mais importantes para garantir que o bumbo e o baixo tenham espaço na mixagem sem embolar.

Use um High Pass Filter (HPF) em todos os instrumentos que não sejam bumbo, baixo ou sintetizadores graves, cortando tudo abaixo de 80-100 Hz. Isso libera espaço no espectro para os graves principais.

Identifique e corte médios graves desnecessários. Tanto o bumbo quanto o baixo podem ter ressonâncias na faixa de 300 a 600 Hz, que acabam deixando a mix suja.

Distribua os graves corretamente. Mixagem funciona como se fossem caixinhas de frequências, e cada instrumento deve ocupar seu espaço. Se você reforçar 60 Hz no bumbo, evite reforçar essa mesma frequência no baixo. Em vez disso, destaque 120 Hz no baixo para complementar.

3. Compressão Sidechain
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Uma técnica muito usada em estilos modernos é a compressão sidechain, que ajuda o bumbo e o baixo a se encaixarem sem competir por espaço.

Como funciona?

Como funciona?

  • Insira um compressor multibanda ou um equalizador dinâmico no canal do baixo.
  • Configure para atuar apenas abaixo de 200 Hz.
  • Envie o sinal do bumbo para o sidechain do compressor.
  • Assim, toda vez que o bumbo tocar, o compressor reduz os graves do baixo momentaneamente, criando mais definição e impacto.

 

Isso deixa a mix muito mais limpa e controlada, sem precisar cortar muito grave do baixo.

4. Uso de Exciter para Graves Mais Impactantes
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Muita gente confunde equalizador com exciter, mas eles funcionam de maneiras diferentes:

  • Equalizador aumenta ou reduz frequências que já estão na gravação.
  • Exciter cria frequências harmônicas que não estavam na gravação original, adicionando profundidade e peso ao som.

 

Para reforçar os graves, um plugin como Waves R-Bass pode ser usado para gerar harmônicos graves e criar um sub mais encorpado.

 

💡 Dica exclusiva: Para um sub independente na mix, crie um canal auxiliar, insira um exciter como o R-Bass e filtre tudo acima de 150 Hz. Depois, envie bumbo e baixo para esse canal para ganhar mais corpo nos graves.

5. Verifique a Fase do Bumbo e do Baixo
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Se o bumbo e o baixo estiverem fora de fase, os graves podem se cancelar, resultando em um som fraco e sem impacto.

Para evitar isso:

  • play no bumbo e no baixo solo.
  • Inverta a polaridade do baixo e veja se os graves aumentam ou diminuem.
  • Escolha a configuração em que os graves soam mais fortes e definidos.

 

Essa técnica simples pode mudar completamente sua mix!

6. Samplers Para Reforçar o Grave
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Em algumas situações, recebemos gravações em que o bumbo não tem sub suficiente. A solução? Adicionar um sampler de subkick para reforçar os graves sem alterar o timbre original.

Se você quiser um som profissional, pode criar seu próprio sampler de subkick ou usar um sample gravado com um Yamaha Subkick, que adiciona peso e profundidade sem alterar os médios e agudos do bumbo.

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Conclusão

Agora você já sabe os segredos para um grave poderoso e bem definido na sua mixagem! Recapitulando:

Escolha bumbo e baixo adequados para um grave forte.
Use a equalização para liberar espaço e evitar frequências conflitantes.
Aplique compressão sidechain para evitar sobreposição de graves.
Utilize um exciter para reforçar os subgraves sem embolar.
Verifique a fase para evitar cancelamento de frequências.
Adicione samplers estratégicos para dar mais punch ao bumbo.

Neste resumo, busquei condensar algumas dicas sobre mixagem. Se você deseja aprofundar seus conhecimentos no mundo da produção musical, abrangendo gravação, edição, mixagem e masterização, recomendo conhecer o Audio Expert. Trata-se do treinamento mais abrangente de produção musical disponível, no qual explico todas essas etapas em mais de 360 vídeos detalhados, passo a passo.

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Eduardo Rabuske

Produtor Musical, engenheiro de som e guitarrista: Formou-se em Produção Fonográfica na Unisinos e continuou seus estudos em cursos no Rio Janeiro (Brasil) e em Hamburgo (Alemanha). Já realizou trabalhos com artistas de todo o Brasil que vão do gospel à vaneira e rock, como Tchê Barbaridade, Tchê Garotos, Renato Borghetti, Alexandre Móica (Acústicos e Valvulados), Bidê ou Balde, Tequila Baby, Frank Solari, Kiko Freitas, Felipe Duran e outros.

Treinamentos: Desenvolveu o Audio Expert, um dos melhores treinamentos para produtores musicais e engenheiros de áudio da atualidade.

Projetos Acústicos: Realiza projetos arquitetônicos com tratamento e isolamento acústico para estúdios, residências e auditórios. 

RKE Studio: Proprietário do RKE Studio, um dos maiores estúdios do sul do Brasil.

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