A Verdade Sobre Plug-ins VS Equipamentos Analógicos

Um Estudo Comparativo

Eduardo
10/08/2025

Sumário

Olá, pessoal! Eduardo aqui, e hoje vamos discutir uma das grandes perguntas do mundo da produção musical: podem os plug-ins se equiparar ao som dos periféricos originais e de uma mesa analógica? 

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Para entender melhor essa questão, um teste comparativo foi realizado utilizando dois métodos de mixagem, um analógico e outro somente com plug-ins, ambos com exatamente os mesmos controles. 

Ficou curioso? Então fica comigo…

O Estudo Comparativo

Este teste fascinante foi conduzido pelo britânico Evan Hagber, um engenheiro de som purista e colunista da renomada revista britânica Sound on Sound, uma das mais respeitadas no mundo do áudio.

Hagber recriou uma mixagem analógica de 48 canais, utilizando apenas plugins, replicando cuidadosamente os níveis e as curvas de equalização com a ajuda de um analisador de espectro. Este experimento é uma raridade, dada a complexidade de igualar mixagens feitas em hardware com aquelas feitas “in-the-box” (ITB).

In the Box vs. Out of the Box

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Tradicionalmente, muitos engenheiros de som acreditam que mixagens feitas com equipamento externo possuem uma qualidade intrínseca difícil de replicar digitalmente. 

Essa visão prevalece devido às sutilidades e características sonoras únicas dos equipamentos físicos. Hagber, por exemplo, começou com uma pequena coleção de SSL X-Rack e, posteriormente, adquiriu uma mesa Neve 8424 para somar os canais em analógico. Mas algo estava incomodando: os plug-ins, como o Weiss MM-1 da Softube, estavam aparentemente perdendo agudos, fazendo-o recorrer novamente ao hardware analógico para compensar a suposta defasagem.

A Virada de Jogo: Taxa de Amostragem

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Cerca de um ano atrás, enquanto trabalhava em uma biblioteca de sons para uma empresa de plug-ins e instrumentos virtuais, Hagber teve uma grande descoberta: a taxa de amostragem. Ele rodou o Pro Tools a 88,2kHz em vez de 44,1kHz e, para sua surpresa, os plug-ins ganharam uma nova vida.

Ele replicou o teste com o famoso plugin de timbres virtuais Arturia e os resultados foram semelhantes. Esse insight o levou a explorar plugins com a técnica de oversampling, que é a prática de realizar processamento digital em uma taxa de amostragem superior àquela da captura ou reprodução.

Ferramentas e Métodos
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Hagber encontrou no Metaplugin da DDMF uma solução crucial. Este plug-in pode hospedar outros plug-ins e realizar oversampling de toda a cadeia enquanto a DAW roda em 44,1kHz. Utilizando essa técnica, ele comparou o Weiss da Softube diretamente com o limitador analógico LAAL e obteve resultados impressionantes.

Quando começou a remixar a música “She’s in My Head” do Symphony Of Sweden, o objetivo era ver até que ponto poderia chegar utilizando apenas plug-ins. No processo, ele utilizou diversos recursos digitais para emular configurações analógicas, como o Crave DS EQ2 para replicar equalizações e a fidelidade dos reverbs originais.

Resultados e Conclusões
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O fator crucial foi verificar a fidelidade das simulações. Hagber utilizou técnicas detalhadas para igualar visualmente e auditivamente as curvas de EQ e as compressores, empregando ferramentas da Universal Audio e outras. 

No final, as duas mixagens, aquela feita com hardware analógico e a feita com plug-ins, soaram incrivelmente semelhantes.

Para um purista como Hagber, essa descoberta foi reveladora. Embora admita que o som analógico pode ser alcançado mais rapidamente e com menos ajustes extremos, ele confirmou que é perfeitamente possível atingir resultados de alta qualidade inteiramente ITB, especialmente utilizando oversampling via Metaplugin.

Reflexão e Pergunta Aberta
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Essa investigação levanta uma questão interessante: Metaplugin realmente faz um trabalho de oversampling superior aos próprios oversamplings internos dos plugins, ou há algum viés financeiro devido a patrocínios?

Isso é algo que depende da experiência individual de cada usuário ao testar essas ferramentas.

Aqui, deixo minha recomendação: experimentem vocês mesmos. Baixem o Metaplugin da DDMF e comparem com seus plugins favoritos.

Caso desejam escutar o resultado das duas mixagens, clique aqui. 

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Eduardo Rabuske

Produtor Musical, engenheiro de som e guitarrista: Formou-se em Produção Fonográfica na Unisinos e continuou seus estudos em cursos no Rio Janeiro (Brasil) e em Hamburgo (Alemanha). Já realizou trabalhos com artistas de todo o Brasil que vão do gospel à vaneira e rock, como Tchê Barbaridade, Tchê Garotos, Renato Borghetti, Alexandre Móica (Acústicos e Valvulados), Bidê ou Balde, Tequila Baby, Frank Solari, Kiko Freitas, Felipe Duran e outros.

Treinamentos: Desenvolveu o Audio Expert, um dos melhores treinamentos para produtores musicais e engenheiros de áudio da atualidade.

Projetos Acústicos: Realiza projetos arquitetônicos com tratamento e isolamento acústico para estúdios, residências e auditórios. 

RKE Studio: Proprietário do RKE Studio, um dos maiores estúdios do sul do Brasil.

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