15 Truques de Mixagem que os Profissionais Usam

(e Quase Nunca Falam)

Eduardo
09/11/2025

Sumário

Você já se perguntou por que algumas músicas soam “redondas”, com presença, impacto, clareza, enquanto outras parecem perder força apesar de bons equipamentos ou boas gravações? A verdade é que muitos profissionais da gravação/mixagem usam truques que viraram rotina para eles, e que raramente aparecem em tutoriais comuns.

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Neste artigo vamos destrinchar 12 desses truques, explicados de forma prática e direta, para você aplicar nas suas produções. Se você grava, edita, mixa ou masteriza, vale ficar ligado.

Está pronto para começar? Então vamos lá, vamos aprender a deixar sua mixagem mais interessante

Os 15 truques passo‑a‑passo

1. Pare (ou quase) de usar compressão indiscriminada

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Muitos saem “comprimindo tudo” sem questionar o porquê. No vídeo, o autor comenta que o engenheiro Rob Kinsky trabalhou anos sem usar compressão, não por dogma, mas porque ele considerava que o som ficava menos bom quando “apertava”.

A ideia é: use compressor com objetivo, não por hábito. Se você quer nivelar volume, automação pode ser mais inteligente que compressão pesada.


No exemplo do vídeo, o bumbo e as guitarras chegaram sem compressor, enquanto a voz ou a caixa receberam compressão mais “intencional”.

 

2. Use distorção paralela nos vocais

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Uma técnica reveladora: duplicar o canal da voz, aplicar um filtro (por exemplo de ~500 Hz a ~2 kHz) para criar uma “voz de telefone / rádio”, distorcer ou saturar bastante esse canal paralelo, e misturar com a voz principal.

O efeito: a voz “principal” tem clareza, presença, e esse canal paralelo dá agressividade, textura, “colar” na mixagem, sem comprometer a naturalidade. O vídeo cita que é técnica usada pelo Chris Lord‑Alge.
Dica extra: mande essa duplicata para delay, cria um efeito especial.

3. Gire os botões — mexa mais nos controles
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Quem está começando muitas vezes fica com medo de “estragar o som” mexendo em equalizador, ataque/release de compressores etc. No entanto, parte do som profissional vem de “brincar” com esses controles até encontrar o que realmente funciona — “entortar” o som se preciso.

Então o truque é: teste com confiança. Ex: coloque parâmetros no extremo, entenda o que muda, depois recue até o ponto ideal.

4. Sature tudo
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Gravações domésticas tendem a ser ultra limpas: mic → pré → conversor → DAW. O resultado pode ser um som “morno”. Para ter presença, “cola”, aquele som de estúdio grande, você pode adicionar cor: simuladores de pré‑amp, saturação, fita, drive, coloração analógica.

No vídeo há exemplos: na bateria, guitarras, master — o autor aplica simulador de fita, drive no master, coloração de transistor etc.
Ou seja: não tema “colocar sujeira” controlada, se for para dar vida à mixagem.

 

5. Mixe já com o limiter no master fader
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Muitas vezes a mixagem é feita sem considerar como a masterização vai “comprimir” e “limitar” o som no final — e isso pode causar surpresas desagradáveis. 

No vídeo, o autor recomenda inserir um limiter no master já durante a mixagem (por exemplo o iZotope Ozone ou outro), definir um nível de LUFS ou dB de referência (tipo “vou bater em ‑10 ou ‑11 dBFS antes do limiter”) e mixar sabendo como será o impacto desse limiter.
Vantagens: menos retrabalho no master, menos surpresas de dinâmica afundando ou agudos sumindo após o limiter.

6. Use equalização dinâmica em vez de side‑chain padrão
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Você já ouviu “compressão side‑chain” entre bumbo e baixo (o clássico em música eletrônica): quando bumbo toca, compressor no baixo aciona, “limpa espaço”. 

No entanto, o vídeo mostra que usar equalização dinâmica ou compressão multibanda pode dar resultado melhor: ao invés de “comprimir tudo” do baixo, você só afeta os graves (onde o conflito com o bumbo acontece) e deixa médias e agudas mais livres.
Resultado: bumbo com soco no peito + baixo com presença, sem sacrificar as outras frequências.

 

7. Equalize os reverbs
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Muitas vezes tratamos ambiência, reverb ou “efeito reto” como algo extra — mas no vídeo o autor lembra: o canal de reverb/room precisa ser tratado como instrumento na mixagem.

Isso significa equalizar esse canal de reverb para que ele “encaixe” em sua fatia de frequências, não “colar” ou competir com voz, guitarra, bateria etc.
Ex: tirar 7‑8 kHz de um plate de reverb se a voz ou o “S” está muito agressivo ali, ou ajustar 1.5 kHz de room para dar presença de sala.

8. Use automação nos reverbs
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Seguindo a linha dos efeitos de ambiência: em vez de ter reverb ou delay fixo durante toda a música, usar automação para variar o efeito ao longo da faixa cria dinâmica e interesse.

Exemplo: no verso, deixar o reverb da bateria mais “livre” (mais room), no refrão fechar‑um pouco para bateria “entrar”, ou na voz usar delay apenas no refrão ou partes específicas. Contraste gera impacto.

9. Silencie mais — menos é mais
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Outro truque poderoso: silenciar ou “dar espaço” nos arranjos/mixagens. Se todos os instrumentos tocam o tempo todo, o resultado pode ser “borrado”. O ouvido humano não consegue prestar atenção em tudo simultaneamente.

No vídeo: em uma virada de bateria, os outros instrumentos ficam mais discretos — a bateria “brilha”. Depois no refrão, outros tomam foco. Use arranjo + mix + automação para permitir que cada elemento respire.

10. Distorça os microfones de sala na bateria
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Se você está gravando bateria com ambiente, sala ou estéreo de ambiência, um truque: distorcer (saturar) esse canal de sala (“rooms”) para extrair textura, presença, “cola” na bateria. No vídeo: pré com drive no canal de room, compressor agressivo, para trazer aquele som “gigante de sala”.

Mesmo em salas menores, com microfones de ambiência ou simulação sonora, esse efeito ajuda.
Obs: se não tiver estrutura para sala grande, duplicar canais, aplicar atraso para simular distância, aplicar saturação/drive pode ajudar.

11. Delay mono + stereo com propósito
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Muitos aplicam delay estéreo por padrão — mas o vídeo lembra: às vezes delay mono ocupa menos espaço na mixagem e dá profundidade maior. E o truque: no verso usar delay mono (centro), no refrão expandir para estéreo — mais contraste, mais “efeito aparece”.

Também equalizar o delay ou aplicar fita vintage/saturação no delay ajuda no posicionamento.
Ou seja: não fazer “demais” sempre, mas usar estratégia.

12. Nunca pare de aprender

Por fim, talvez o mais importante: achar que “já sabe tudo” é o ponto de estagnação. Os melhores engenheiros continuam testando, estudando, evoluindo. 

O vídeo enfatiza: escolha bons mentores, estude técnicas novas, aplique, experimente. A estagnação mata a sonoridade.

Truque 13: Mixe em volume baixo
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Quer saber se tua mix tá realmente equilibrada? Abaixa o volume. Se mesmo em volume baixo ela soar clara, com os elementos principais (voz, bumbo, baixo, harmonia) bem definidos, sua mixagem está no caminho certo.

Agora, se ao abaixar o volume tudo “desaparece” ou perde o impacto, é sinal de que algo precisa ser reequilibrado. Mixar em volume baixo força você a priorizar o que realmente importa. Técnica simples, poderosa e usada por profissionais.

Truque 14: Não use o botão solo à toa
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Um dos erros mais comuns na mixagem: trabalhar com canais em solo o tempo todo. Isso engana o ouvido.
Mixagem é contexto — o som que parece perfeito sozinho, pode soar estranho dentro da mix.

Sempre que possível, trabalhe com tudo tocando junto. Só use o solo para identificar problemas específicos (ruídos, clicks, fase, etc.), mas evite tomar decisões de equalização, compressão ou volume em canais isolados.

 

Truque 15: O Soco Pultec
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O clássico truque do equalizador Pultec: boost and cut na mesma frequência (geralmente entre 40 e 60 Hz).
Sim, isso mesmo — você aumenta e corta ao mesmo tempo, o que gera uma curva de ressonância que dá impacto sem embolar.

Funciona muito bem no bumbo, no baixo e até no master bus. O resultado é aquele “soco” no grave com definição. Testa no teu próximo projeto!

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Conclusão

Cada um desses 15 truques é uma peça no quebra‑cabeça da mixagem profissional. Eles não são “tudo”, você ainda precisa boas gravações, ótimo monitoramento, arranjo, mixagem sólida, mas aplicando essas técnicas você ganha clareza, impacto, presença no som.

Minha sugestão: escolha 1 ou 2 desses truques para aplicar no próximo projeto e ver o resultado, em vez de tentar mudar tudo de uma vez. Evolução gradual = melhores resultados.

Se curtir esse conteúdo, volte aqui e me conta quais truques você aplicou e como ficou, para que possamos trocar ideias.

Então é isso, pessoal. A mixagem, no final das contas, é mais sobre sentir do que simplesmente fazer as coisas ‘certas’. É escolher o que energiza a música, o que faz a cabeça bater junto com o ritmo e o coração vibrar com a melodia. Tudo isso sem perder de vista o propósito maior que é se conectar com quem está do outro lado escutando sua arte.

Neste resumo, busquei condensar algumas dicas sobre mixagem. Se você deseja aprofundar seus conhecimentos no mundo da produção musical, abrangendo gravação, edição, mixagem e masterização, recomendo conhecer o Audio Expert. Trata-se do treinamento mais abrangente de produção musical disponível, no qual explico todas essas etapas em mais de 360 vídeos detalhados, passo a passo.

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Eduardo Rabuske

Produtor Musical, engenheiro de som e guitarrista: Formou-se em Produção Fonográfica na Unisinos e continuou seus estudos em cursos no Rio Janeiro (Brasil) e em Hamburgo (Alemanha). Já realizou trabalhos com artistas de todo o Brasil que vão do gospel à vaneira e rock, como Tchê Barbaridade, Tchê Garotos, Renato Borghetti, Alexandre Móica (Acústicos e Valvulados), Bidê ou Balde, Tequila Baby, Frank Solari, Kiko Freitas, Felipe Duran e outros.

Treinamentos: Desenvolveu o Audio Expert, um dos melhores treinamentos para produtores musicais e engenheiros de áudio da atualidade.

Projetos Acústicos: Realiza projetos arquitetônicos com tratamento e isolamento acústico para estúdios, residências e auditórios. 

RKE Studio: Proprietário do RKE Studio, um dos maiores estúdios do sul do Brasil.

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