10 erros de mixagem que ainda fazem sua música parecer amadora

e como corrigir agora

Eduardo
01/12/2025

Sumário

Olá, aqui é o Eduardo. Se você caiu de paraquedas aqui, seja muito bem‑vindo! Aqui falamos tudo sobre produção musical, gravação, edição, mixagem e masterização, sempre direto ao ponto, sem enrolação.

mixagem e masterização

Se você já é aluno do nosso treinamento Audio Expert, ótimo, aqui pode pular: lá já está tudo explicadíssimo. Mas se ainda está estudando por conta própria ou buscando dar o salto de qualidade, esse artigo é para você.

Por que a sua mixagem ainda não soa profissional, mesmo depois de horas quebrando a cabeça, vendo tutorial e empilhando plugins?

Provavelmente porque você está cometendo alguns erros básicos que muita gente ignora — e outros nem tão básicos assim, mas que estão matando o punch, a clareza e o impacto do seu som.

Hoje vou mostrar os 14 erros de mixagem que mais sabotam produtores, e o melhor: vou te mostrar como corrigir cada um, na prática. Bora?

❌ Erro 1 – Subgrave escondido nos instrumentos errados

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Você acha que só o bumbo e o baixo têm “sub”? Chimbal, pad, até violão, podem estar jogando sujeira lá embaixo e você nem percebe.

Correção: Use um filtro high‑pass (passa‑altas) em tudo que não precisa de sub‑grave, entre ~40‑80 Hz você já limpa o “lamaçal”. Vai respirar o grave de verdade.

❌ Erro 2 – Não usar referência profissional

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Se você não tem uma música de referência, está mixando “às cegas”. Usar um track profissional ou seu estilo desejado como guia ajuda a calibrar tom, volume, espacialização. 

Estudos mostram que mix‑engineers profissionais usam “reference songs” para guiar o processo.

Correção: Escolha 1‑3 músicas que você quer soar semelhantes, compare A/B com a sua mix e ajuste até ficar na direção.

❌ Erro 3 – Reverb solto na mix

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Reverb é um ótimo efeito, mas se usado “solto”, sem controle, vira líquido que “lava” a clareza. Você perde impacto, os instrumentos ficam “longe demais”.

Correção:

  • Use send/return para reverb e não aplique direto em cada pista sem critério.

  • Igualize o sinal de reverb: dobre‑check se o reverb não está levando graves indesejados. Por exemplo, corte abaixo de ~200 Hz no retorno de reverb. 

  • Ajuste o pre‑delay e decay de forma que a profundidade seja planejada, não automática.

❌ Erro 4 – Mixa só em estéreo e sem checar mono ou ambientes diferentes

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O estéreo pode “enganar”, parece maior, mas esconde falhas no equilíbrio, em fase, em compatibilidade mono.

Correção:

  • Confira sua mix em mono para ver se algo desaparece (problemas de fase).

  • Teste em caixas pequenas, fones simples, até celular, se só soar bom no sistema high‑end, vai ter problema de tradução.

❌ Erro 5 – Mixar no mesmo dia da gravação

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Quando você grava e logo depois vai mixar, seus ouvidos ainda estão “fisgados” na performance, na energia, fica difícil ser objetivo.

Correção: Dê um “gap” entre gravação e mixagem: uma pausa, um dia ou algumas horas longe ajuda a ouvir com outros ouvidos, enxergar o que realmente precisa.

❌ Erro 6 – Projeto desorganizado e com 50 camadas soltas

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Mixar um projeto bagunçado é igual tentar cozinhar com a pia cheia de louça. Você perde foco, gasta tempo encontrando canais, caminhos, referências.

Correção:

  • Organize sua sessão: nomeie canais, agrupe instrumentos (ex.: bateria, baixos, guitarras).

  • Use cores, markadores, rotas de grupo.

  • Antes de começar a mixar: “limpe” o que não está sendo usado, silencie canais mortos.

❌ Erro 7 – Não trabalhar as frequências agudas de bumbo e baixo

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Pra ouvir bumbo e baixo mesmo em falantes pequenos (como celular ou laptop), as frequências agudas dessas pistas são decisivas, muitos ignoram.

Correção:

  • Garanta que o bumbo tenha presença entre ~2‑5 kHz (ou onde seu estilo demanda) para “cortar” através da mix.

  • Faça o mesmo com o baixo, ou use saturação leve para destacar.

  • Depois verifique em ambientes simples: se sumir, você perdeu impacto.

❌ Erro 8 – Só confiar na tua própria mix

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Quando você faz tudo sozinho, sem feedback externo, é fácil “cacar” decisões erradas porque você está emocionalmente envolvido.

Correção:

  • Peça pra outro engenheiro ou parceiro mixar a mesma faixa, a comparação vai te mostrar onde você está errando.

  • Mesmo que você não pague, troque mixagens com alguém de confiança.

❌ Erro 9 – Mixar com fone ou caixas de consumo ruins

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“Ah, eu uso Beats, JBL… tá bom né?” Não necessariamente. Você está ouvindo um som processado, bonito, mas longe da verdade.

Correção:

  • Ideal: ter monitores de referência ou um bom sistema de mix.

  • Se não tiver: use plugin que simula sistemas de escuta (ex.: “listening environments”).

  • Faça referência no celular, no carro — se soar bem lá, você está indo bem

❌ Erro 10 – Só mixar tuas próprias produções

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Quando você está emocionalmente apegado à sua música, cada decisão vira afetiva, “gosto disso”, “acho que isso tá legal”, mas pode não estar servindo a mix.

Correção:

  • Faça mixagens de faixas de outros (mesmo como exercício).

  • Isso ajuda a treinar decisões objetivas, “olhar externo”.

  • Quando voltar à sua faixa, seus ouvidos estarão mais livres de apego.

Bônus rápidas
  • Dica 11: Automatismo — não se torne automático: cada faixa requer decisões novas, não “preset chain” para sempre.

  • Dica 12: Nunca pare de estudar — o mundo da produção muda, a sua percepção precisa crescer com ele.

  • Dica 13: Deixe ~6 dB de ganho livre no fader master antes de limiter — headroom salva.

  • Dica 14: Faça pausas com ruído rosa: escute ruído rosa por ~1 min a ~70‑80 dB para “reiniciar” seus ouvidos antes de voltar à mixagem.

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Conclusão

Se você está praticando e ainda não “chegou lá”, revise ponto a ponto: quantos desses erros você está cometendo? Trabalhe nas correções práticas, sem comprar mil plugins ou equipamentos caros. O mais importante é escutar bem, decidir bem e manter disciplina.

Neste resumo, busquei condensar algumas dicas sobre mixagem. Se você deseja aprofundar seus conhecimentos no mundo da produção musical, abrangendo gravação, edição, mixagem e masterização, recomendo conhecer o Audio Expert. Trata-se do treinamento mais abrangente de produção musical disponível, no qual explico todas essas etapas em mais de 360 vídeos detalhados, passo a passo.

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Eduardo Rabuske

Produtor Musical, engenheiro de som e guitarrista: Formou-se em Produção Fonográfica na Unisinos e continuou seus estudos em cursos no Rio Janeiro (Brasil) e em Hamburgo (Alemanha). Já realizou trabalhos com artistas de todo o Brasil que vão do gospel à vaneira e rock, como Tchê Barbaridade, Tchê Garotos, Renato Borghetti, Alexandre Móica (Acústicos e Valvulados), Bidê ou Balde, Tequila Baby, Frank Solari, Kiko Freitas, Felipe Duran e outros.

Treinamentos: Desenvolveu o Audio Expert, um dos melhores treinamentos para produtores musicais e engenheiros de áudio da atualidade.

Projetos Acústicos: Realiza projetos arquitetônicos com tratamento e isolamento acústico para estúdios, residências e auditórios. 

RKE Studio: Proprietário do RKE Studio, um dos maiores estúdios do sul do Brasil.

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